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domingo, 18 de setembro de 2011

"Hoje é tempo de comida, amanhã será de amor"

O amor que chamo de meu não abala este mundo,
O amor que não atrevo a possuir é de uma noite de dois corpos, suor e calor a confrontar o frio da noite,
O amor é brega, é Roberto Carlos na tarde de domingo,
O amor é pouco potente perto dessa vida que nos encaminha para um prosseguimento dilacerante,
O amor, a gente chama de esperança, quando o percebo luz no fim do túnel de uma vida-esgoto,
O amor é um substantivo com cara de verbo,
É ação, é invenção, é novo mundo,
O amor é aquilo que a gente fala que é quando ama,
É compartilhar,
É saber que ama,
É se sentir amado,
É quando sabemos que a verdade não basta.

Carlos Drummond de Andrade



Ps:
Amo, sim amo,
Porque sou amante,
Porque sou amadora,
Amo tanto que o meu amor se confunde com loucura,
Amo tanto que o meu amor não tem cura.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Como alguém pode deixar para trás um amor de verdade e nem sequer lutar???


Eu cansei de dar socos no vento,
Eu cansei de abraçar os vãos,
É o lençol frio que me impele pela manhã,
É a crença de que agora será diferente!

Eu já me aproximei do fim da estrada muitas vezes,
Mas o adeus nunca coube em lugar algum,
Foi a tua voz que se rompeu na ligação que caiu
Que me fez entender que para todo conteúdo existe uma forma;

Edita os teus panos por aí!
Eu recolho os trapos por aqui
E faço deles seta para o meu novo navio,
Nesta nova expedição.


Talvez você possa me acompanhar,
Talvez você possa se atrasar dessa vez,
Você pode dizer que o seu carro enguiçou,
Nós podemos torcer juntos e dizer:
- Quase! Quase!

Podemos chegar inteiros na ceia desta noite
E comermos o que sobrou na beira do abismo,
Podemos nos equilibrar no precipício
E sacudirmos os esqueletos
Em torno de uma nova fogueira;

Podemos nos arriscar nessa dança,
O nosso tombo não será tão intenso assim:
- Se você pular eu salto com você!
O que você me diz?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

1985 - 2011 Cristiane

Eu carrego todas as lembranças da nossa infância. Eu, que sempre me coloco antes de todos esses verbos. Que me falto em ação nos momentos mais incertos. Não estive ao seu lado por muito tempo, e agora me pergunto: Quanto custa a vida nesses tempos de agora? E quanto vale uma certeza? Quem está certo ou errado? Quem está certo sobre o quê?! Quem vai dizer quando começa a vida?! Quem vai me provar que a vida de um pai vale mais do que a de dez filhos?! Minha avó uma vez me disse que os mortos sabem mais do que os vivos, pois sabem o gosto que a morte tem. A gente sabe que a morte acontece. Quando ela é um acidente é um absurdo, não aceitamos, pois ela foi interrompida de uma forma abrupta. E será que é normal para quem está em uma mesa de cirurgia? Uma pessoa que lutou tanto pela vida? E que sentido ela pode ter, se não há uma lógica natural para explicar a incapacidade dos órgãos em resistir e simplesmente para de funcionar?! Talvez aquela menina acreditasse que sobreviveria, e a fé, como vocês sabem, move montanhas, talvez os seus órgãos só estivessem buscando alguma forma de poupar definitivamente aquela menina da dor, talvez ela tenha sido tomada por aquele velho e mau impulso de autodestruição, talvez ela simplesmente tenha se cansado e resolveu aceitar o fim.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Recomeço


Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem.


Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou.
E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido.
Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve.

Caio Fernando Abreu